Tem hora que da vontade de responder assim a certos comentários e intromissões que costumam fazer sobre agente não e mesmo?
Um dia um certo homem me disse que eu já era lerda normalmente, e que quando ficasse grávida deveria tomar cuidado pra não ficar mais lerda. Na hora pensei: ok, devo então melhorar esse aspecto em mim. Mas pensando melhor depois vi que ninguém tem nada a ver com meu jeito de ser, todos devem ser respeitados independente da forma que são. E além de tudo, ele não me conhecia bem. Vivo dizendo pro Maicon, "agente é o que é, não precisamos provar nada pra ninguém". E eu gosto de mostrar o melhor de mim pras pessoas que acreditam em mim independente do que eu faça.
Mas porque estou falando isso tudo? Porque quando ficamos gestantes, ficamos em ritmo mais lento, nos tornamos pessoas mais sensíveis e diferentes das pessoas em estado normal, e nessa hora, precisamos de muito respeito e empatia.
Eu me sentia as vezes como uma alienígena (claro que eu sou uma pessoa dramática rs) pois mantive um ritmo mais lento por força das circunstâncias e depois continuei desacelerada por escolha propi O que fazia com que eu me sentisse muito diferente da maioria das pessoas, que estavam naquele ritmo frenético do dia a dia. E é importante dizer que tem outra pessoa dentro da pessoa, e você acha que não ficaríamos lentas?
Ai Josi, mas porque você está com essa conversa chata?
Porque é o que a grávida sente:
Perdemos nossas roupas;
Temos de comer bem e abrir mão de alguns alimentos;
Temos de ir ao médico todo mês e depois toda semana;
Tem gestante que precisa ficar de repouso;
Enfrentamos incontáveis mudanças no nosso corpo desde a primeira semana de gestação;
Começamos a sentir nojo de comida e ao mesmo tempo uma fome louca;
Temos de aprender a manter a calma e esperar o tempo certo e ainda lidar com os preparativos;
Temos de lidar com a ansiedade;
Temos de lidar com o medo do desconhecido;
Temos de mudar a vida, o corpo, a mente, o coração, a cama, o sexo, o tempo!
Eu penso que mãe é sagrada, porque enfrentamos tudo de coração aberto e tiramos força de onde não tem pra expressar um amor que nunca sentimos e que é maior que nós mesmas.
Almoçamos tarde, almoçamos amamentando, andamos amamentando, mostramos nossos peitos ao mundo, sentimos dores, sacrificamos e abandonamos coisas que antes achávamos super importantes em favor da nova vida que se inicia. E é responsabilidade nossa marcar essa vida positivamente ou negativamente, no corpo e na alma.
Agora peraí, não posso deixar de contar que tive apoio de gente estranha na rua, que cuidaram de mim nas pequenas coisas, que cederam o lugar no ônibus, que me ajudaram a travessar a rua, vulgo Marquinhos. Meus cabelos ficaram mais bonitos, minha pele (no início, depois vieram as espinhas kkkk), eu estava radiante!!! Também pudera, minha filha é linda de mais! Desculpe o excesso de corujisse :)
Mas apesar de descrever um pouco do que senti naquela fase que apesar de tuuudo isso, foi uma delícia (até hoje sinto falta da Duda na minha barriga), quero DESAFIAR meu marido, pai da Duda, a escrever um post sobre as aflições dele e mudanças depois da paternidade.
Enquanto isso, o que você acha das pessoas (geralmente homens e quem nunca engravidou e pariu) que dizem que "Gravidez não é doença!" em tom de desdém. Claro que não é, só que Cada gravidez é diferente da outra e Todas precisam de apoio, mimos e cuidados especiais sim! Deixe seu comentário, siga o blog e deixe seu e-mail pra receber as novidades, beijos mil!
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