Como começar a descrever essas histórias, essas imagens e
vivências? Enjoos, tonturas e cheiros fortes. Mudanças profundas e emoções a
flor da pele.
Prefiro começar pelo fim, pela emoção do agora.
O sonho era o parto normal, o evitar de alergias e o agir da
natureza. O aparecer de sintomas que diziam que ela estava chegando. O amor
multiplicando e a ocitocina e trazendo a vida à luz.
Sem poetizar eu tentei dar a minha filha um nascimento o
mais natural possível. Chegando no momento exato dela sair pra vida, o médico
viu que ela estava numa posição não favorável pra escorregar e nascer. Sim, foi
isso que aconteceu! Tive contrações até 8 de dilação, o que era muito dolorido
e eu já não aguentava mais e pedia a anestesia.
Tive experiências de indução, parto normal e cesárea. Eu
queria somente o natural sabe... Tive muitos medos, mas confiei em Deus! Tive
muitas dúvidas mas pesquisei bastante e tirei dúvidas com as pessoas certas.
Até agora não sei ao certo as semanas de vida que minha bebê tinha ao nascer,
mas o que vi foram médicos de estapeando para me operarem só pelo motivo de ser
o melhor para si.
Sons como as enfermeiras que diziam para eu ter calma nas
dores, o doutor que segurava a minha mão e dizia para eu respirar fundo para
levar oxigênio pro bebê.
Surpresas como uma amiga inesperada para fazer companhia. A
ultrasson que revelou que na verdade minha filha tinha 300 gramas a menos do
que a última que tinha feito a quase um mês. A minha doutora que marcaria
cesária pra minha bebê nascer duas semanas antes de estar pronta e também por
ela ter “errado” as semanas de gestação para mais.
Tudo isso escrevi quando voltei do hospital pra me ajudar a digerir tantas coisas que aconteceram em tão pouco tempo, depois de quase dez meses de gestação!
Na próxima postagem irei contar como tudo aconteceu, não perca! Bjs.

